Antes de tudo saber que quimicamente há uma superprodução de adrenalina no nosso cérebro.
Os neurotransmissores atuam como disparos elétricos e deixam o corpo em estado de alerta. Pronto para a luta ou para a fuga.

 

É por isso que nos sentimos ansiosos.
O coração bate mais forte, os nossos músculos ficam tensos e pode ser tão intenso que nos levará a um ataque de pânico onde perdemos os sentidos, as extremidades do nosso corpo ficam dormentes e por aí fora.

 

Ansiedade interfere totalmente na nossa qualidade de vida e é imperativo curar. É uma patologia curável, mas é preciso entendermos os gatilhos e qual a origem destes sintomas.

O que acontece no nosso cérebro ?

O nosso cérebro tem na sua constituição uma parte que se chama cérebro reptiliano, que tem a função de nos proteger de eventuais perigos.

Na verdade esses alertas são importantes. Sem eles, nos aventuraríamos de um segundo andar ou pela selva sem nenhum tipo de cautela.

A questão é que ele está descontrolado e envia alertas por toda e qualquer razão, empolando até os sintomas. Por outras palavras, a intensidade do sintoma não se coaduna com a gravidade do problema.

 

O que acontece no nosso cérebro ? - Ansiedade

 

Por outro lado, como o sistema reptiliano só nos quer proteger está sempre a enviar alertas.

Parece uma mãe galinha sem noção do exagero.

“ Cuidado que te magoas”

“Cuidado que vai correr mal”

“cuidado que te vais desiludir”

Cuidado! Cuidado! Cuidado!

São tantos os alertas, que ficamos tensos, sempre com o sistema de alarme no máximo e toda essa energia acumulada acaba por explodir. Resultado?

Ataque de pânico.

Claro que o ataque de pânico também pode acontecer por outras razões.

Uma delas é após a recuperação de um acontecimento traumático.

Uma história de consultório sobre ansiedade

Maria, nome fictício que vou usar para a explanação deste caso, era uma jovem muito bonita mas igualmente insegura.

Na bagagem trazia a perda de um irmão na sua adolescência. A sua partida abalou, naturalmente toda a estrutura familiar.Os seu s pais ficaram completamente desorientados e limitavam-se a sobreviver e a cumprir com as suas obrigações familiares e sociais. Cedo começaram os sintomas físicos de doenças que queriam apenas aflorar uma coisa, a dor que não estava tratada, o luto que não estava feito.

Maria não queria ser um fardo e foi iniciando uma estratégia de estar sempre em esforçopara nunca falhar. Ser a melhor aluna, ser uma filha exemplar, nunca contrariar os pais e se anulando completamente no meio de toda esta dinâmica familiar cheia de dor.

Maria esqueceu de chorar a perda do irmão. Não havia tempo para isso.

“De repente”, se vê adulta a ter ataques de pânico e numa rotina de medicação diária para conseguir cumprir com os seus papeis.

Quando iniciou o processo e tivemos as primeiras conversas, ela não fazia ideia que esses acontecimentos passados estivessem relacionados com o seu estado actual.

Isso estava a prejudicar a relação que ainda agora estava a começar.

No entanto, tinha passado por psicólogo e psiquiatra que não tiveram o cuidado de explorar a sua história de vida.

Obviamente que numa visão mais profunda e integrativa, todos os acontecimentos familiares deste grupo de pessoas, de que a Maria fazia parte tem um objetivo muito bem definido.

A morte deste jovem numa determinada fase da vida de todos eles, pretendia ajudar cada um deles de uma determinada forma.

Contribuindo para o seu crescimento humano.

E é aqui que entra um trabalho transpessoal, karmico. É tão importante, que diria que sem ele não há verdadeira transformação. Como sempre digo, só no entendimento se dá a verdadeira cura.

Obviamente existem diferentes caminhos para chegar a esse entendimento e sem duvida que a auto-realização é o trabalho mais sublime que poderás fazer em beneficio da tua existência e evolução.

Tantas vezes me questiono , porque é que as pessoas se sujeitam uma existência de mediocridade?

Aceitam a doença como algo normal. Aceitam que tomar medicação todos os dias para conseguir funcionar, é normal.

 

 

Aceitam a desconsideração, o desrespeito, a agressividade, como algo normal.

Será que não entendem que é a exposição a toda essa anormalidade que os deixa em constante estado de alerta?

Sabemos que não conseguimos mudar o mundo, mas podemos começar por mudar uma pequena parcela dele. Nós mesmos!

Essa qualidade de ser em que nos tornamos irá influenciar todos e tudo á sua volta.

Que a sua contribuição seja um factor de melhoria, de crescimento, de expansão, de criatividade, de bondade.

 

Leia também: Tratamento Ansiedade

 

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Abre o teu coração

 

Vamos falar sobre ANSIEDADE
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